A DOMESTICAÇÃO DOS HUMANOS - A tirania do juiz – postado por Rogério Polenta (adaptado por LCO)
É... "ele" se baseia em que mesmo???
"Você não escolheu sua religião, seus valores morais, usos e costumes - já
existiam antes de você nascer, portanto, predeterminado por crenças fixadas por
tradições que, vão-se tornando obsoletas que precisam ser revisadas à Luz de
Luiz de Matos e outros estudiosos, na tentativa de acompanhar a evolução
inerente ao desenvolvimento da espiritualidade individual de cada ser humano.
Nunca tivemos a oportunidade de escolher em que acreditar
ou não acreditar porque não existia a interação através da internet como hoje.
Não escolhemos se queríamos ou não ser batizados e não nos informaram para quê
sermos batizados; para quê cuidar dos resíduos industriais incentivados pelo
nosso consumo “irracional”; por quê aprender sobre Educação Ambiental e sobre
os Direitos Humanos etc. Irrefletidamente, internalizamos esses “acordos”
imateriais implícitos nos padrões ditos ‘normais’ porque toda a ‘massa’ diz que
temos que seguir a “corrente”.
Desde crianças, concordamos com a informação que nos foi passada sobre as
religiões com seus dogmas e suas crendices. Sabemos que podemos desconstruir - construir
e reconstruir nossas convicções através de pesquisas, para o desenvolvimento da
nossa espiritualidade, imprescindível para o cumprimento dos nossos deveres. As informações externas podem chamar nossa
atenção, mas se não concordarmos, rejeitamos tais informações e estas não
afetará nosso Eu Superior. Mas, quando concordamos, acreditamos, e isso é
chamado de fé. Ter fé é acreditar incondicionalmente.
Crianças acreditam em tudo o que os adultos dizem, imitam seus comportamentos e
falas; internalizam as “verdades incontestáveis” alimentando uma fé que
controla todo um sonho de vida.
Não escolhemos essas crenças, e poderíamos nos ter
rebelado contra elas, mas não tivemos força suficiente para ‘refutá-las’ ou
expulsá-las de nosso espírito-mente-intelecto (Eu Superior). Assim, anuímos as
crenças simplesmente por comodismo, por preguiça de pesquisar e construir
nossas próprias convicções. Chamo esse processo de a domesticação de seres humanos (domesticação do gado). Por
comodismo, aprendemos a viver e sonhar conforme essa “domesticação”: a
informação exterior é conduzida ao espírito-mente-intelecto, criando um sistema de crenças estáticas ou
hermeticamente “incontestáveis”.
Primeiro a criança aprende o nome das pessoas e das
coisas: mamãe, papai, leite, garrafa. Seja na escola, na igreja ou em casa, predomina
a televisão que nos dizem como viver, que tipo de comportamento é socialmente aceitável.
Assim, gradativamente, o chamamento midiático exterior nos ensina como nos
comportar segundo os ditames da conveniência do consumo capitalista. Adquirimos
conceitos básicos sobre a identidade feminina e a identidade masculina e suas
características. Aprendemos a julgar, criticamos a nós mesmos, as outras
pessoas, julgamos os nossos vizinhos, de maneira equivocada ou egoísta.
As crianças são domesticadas da mesma forma como se domesticam os animais. Para
ensinar um cachorro precisamos punir e dar recompensas a ele. Treinamos nossos filhos,
aos quais amamos tanto, da mesma forma que treinamos qualquer animal doméstico:
com um sistema de castigos e recompensas. Dizem-nos: "Você é um bom
menino" ou "Você é uma boa menina" quando fazemos o que mamãe e
papai querem que a gente faça. Quando isso não acontece, somos "indivíduos
maus" ou pessoas más.
Nas oportunidades em que fomos contra as regras, nos puniram; quando agimos de
acordo com elas, ganhamos aprovação. Ser castigados ou recompensados muitas
vezes faz parte do sistema de crenças.
Logo, temos receio de ousar algo diferente por medo de sofrer uma punição. A
recompensa é a atenção que conseguimos de nossos pais, ou de outras pessoas
como irmãos, professores e amigos. Assim, desenvolvemos a necessidade de captar a
atenção de outras pessoas para nos sentirmos ‘dignos’ de recompensa. E
continuamos fazendo o que os outros querem que a gente faça para obter,
aparentemente, respeito e consideração.
Para não contrariar a “massa”, começamos a
fingir ser o que não somos, apenas para agradar e sermos bons aos olhos dos outros.
Na tentativa de agradar aos professores, aos pais, à Igreja, começamos a
representar. Fingimos ser o que não somos porque temos medo da rejeição. O medo
de sermos rejeitados torna-se o medo de não sermos suficientemente bons. Mais
tarde, acabamos por alienar nossos possíveis dons genuínos.
Tornamo-nos cópias das crenças de mamãe, das crenças de papai, das crenças da sociedade
e das crenças religiosas.
Todas as nossas tendências de evolução psíquica vão sendo sabotadas no processo
da “domesticação”. E quando somos grandes o suficiente, aprendemos a palavra não. Os adultos dizem "Não faça isso, não faça aquilo".
Nós nos rebelamos e dizemos "NÃO!"
porque estamos querendo assumir o nosso LIVRE ARBÍTRIO. Queremos ser nós
mesmos, mas, os próprios adultos também não sabem “pensar fora da caixa”, e,
por vezes, ficam aguardando o filho crescer, desenvolver sua espiritualidade,
auto instruir-se para servir de exemplo. E continuamos alimentando o medo de
fazermos algo "errado".
A domesticação é tão incisiva que em determinado momento, acordamos e
percebemos que não precisamos mais que ninguém nos domestique. Cansados de
obedecer a mamãe ou o papai, a escola ou a Igreja, vemos que podemos ser nosso
próprio treinador, como um animal auto domesticado. A tendência é replicarmos a
sujeição que nos foi imposta, usando as mesmas técnicas de punição e
recompensa. O SISTEMA DE CRENÇAS é como o Livro da Lei que regula nossa maneira
de pensar. Sem questionar, o que estiver escrito no Livro da Lei é nossa
verdade. Baseamos todos os nossos conceitos, princípios e opiniões segundo o
Livro da Lei, mesmo que esses princípios venham contra nossa própria natureza.
Mesmo leis morais como os Dez Mandamentos são programadas em nossas mentes no
processo de domesticação. Um a um, todos esses mecanismos podem ser constatados
no Livro da Lei, e esses compromissos regem nosso Ego Superior.
O Juiz interno (nossa consciência) usa o que está escrito no Livro da Lei para justificar o que
fazemos, o que pensamos, tudo o que sentimos e deixamos de sentir. Tudo gira em torno e sob a tirania desse ‘Juiz’.
Todas as vezes que fazemos alguma coisa que contraria o Livro da Lei, o ‘Juiz’
diz que somos culpados, que precisamos ser punidos e que deveríamos nos
envergonhar. Nisso se resume a nossa existência baseada na FÉ: nos sentirmos
sempre em débito, pecadores, infelizes, incapazes, indignos, miseráveis e
carentes de compaixão e misericórdia, ao longo de todos os anos em que
vivermos." MAS, PODEMOS NOS LIBERTAR!!!